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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Diferença de idade y amor

Vi finalmente o filme dramático de "Diário de um Escândalo" (Notes on a Scandal) com minhas queridíssimas artistas excepcionais Judi Dench e Cate Blanchett!
Fico boquiaberta com a perfeita interpretação que estas duas mulheres fazem em qualquer dos filmes que actuam. Emociono-me até quando se calam... Aplaudo-as de pé.
O filme... Não vou contar para não estragar a surpresa de quem ainda não viu. Mas posso comentar que é uma história incrível de ilusões e desilusões com todos os possíveis sentimentos da "diferença de idade".
Fico pensando, como a nossa mente se deixa levar por nossa libido... Como é possível que esta energia aproveitável para os instintos de vida consiga superar a razão, fazer cegar as consequências e esquecer até mesmo o amor próprio...
Auto-controle, vergonha, livre-arbítrio, ódio, amor... Mesclas de sentimentos que tornam um indivíduo terrivelmente deprimido, obcecado, paranóico, psicopata às vezes quando levado ao extremo.
E tudo isso alimentado pela solidão fica entregue à orientação do indivíduo adoecido... Nada como ter muitos e variados amigos. Não corremos assim nenhum risco. A não ser quando...
(Ficam as reticências para vocês...)
Antes, e para descontrair... vou transcrever um texto que encontrei na "Wikinotícias":
"Estudos realizados por vários pesquisadores nos Estados Unidos revelam que o interesse da mulher pelo sexo é proporcional à quantidade de café que ingere.
A quantidade de café ideal para a vida sexual saudável é de 4 xícaras ao dia. Após a quarta xícara, potencializa-se o estresse e pode haver confusão mental."
Bem... Não vou revelar a minha quantidade de café... (risos).

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Barcos

Aos objectos flutuantes... que morrem solitários.
(mais uma inspiração que tive a partir de uma fotografia do olhar de Fernando Rozano)

Se estão encalhados aguçam a minha curiosidade.
Se navegam aterrorizam a minha frágil alma.
Se o sol lhe fustigam as cores, sofro.
Se a neve derretida não é suficente para alentar a paisagem...
Minhas lágrimas não cessarão de tentar fazer o milagre acontecer,
mesmo que eu venha a sucumbir por esta causa.

Joice Worm

domingo, 27 de julho de 2008

Blogs!

Quando temos um blog, iniciamos pelo nível 1 da comunicação:

Utilizamos os meios e postamos textos superficiais sobre assunto correntes e comuns aos demais. Com o passar do tempo e de acordo ou não com a quantidade e qualidade dos comentários, passamos lentamente a dar alguma opinião sobre conductas alheias ou a contar histórias verídicas interessantes, intrigantes, revoltantes ou divertidas.

Mais adiante, já no nível 3, fazemos juízos e nossas opiniões se concretizam. Ganhamos confiança, e já não esperamos que haja leitores ou que ao menos emitam comentários. Estamos quase no auge.

Chegando ao nível 5 e já com alguma cumplicidade e por passar a entender os outros, falamos de nosso passado, nossos projectos, ilusões e dificuldades, assim como os momentos felizes e as glórias. E neste nível a comunicação é de sentimentos fortes. Há laços de amizade e carinho e um bom nível de intimidade. As opiniões nos importam e valorizamos cada uma delas. Compreendemos que cada um é como é, e nos pode ajudar no momento oportuno e vive-versa. Chegamos ao cume da comunicação: Há entendimento porque há comunicação. Mas...

Há uns pormenores que atrapalham algumas pessoas de comunicar:

1. O medo de ser rejeitado; 2. O medo de conhecer as nossas limitações (culturais e linguísticas) ou capacidade de entender o que se lê. 3. O medo de perder o prestígio quando imagina que poderá ser julgado.

E como vencer o medo?
- Sendo autêntico. Sendo você mesmo e aprender a ter coragem para se defender. - Ninguém neste mundo é melhor que ninguém.

Temos iguais capacidades, apesar das diferentes oportunidades. Tudo depende de nossa vontade e uso do livre arbítrio. E dentro desta liberdade e poder de escolha, optamos por estar por baixo ou por cima.

Presumo que juntos encontraremos as nossas respostas.

Joice Worm

sábado, 26 de julho de 2008

Randy Pausch

Em contra partida ao post anterior, em que falo com pesar sobre a morte de Chris, falo com emoção agora sobre a morte do professor norte-americano: Randy Pausch de 47 anos. Diagnosticado cancêr terminal no pâncreas com notícia de que viveria apenas mais 6 meses. Apesar de ter descoberto a doença em 2006, ainda conseguiu viver ainda melhor durante estes dois anos... Deixou 3 filhos pequenos.

Pausch, não queria que ninguém lamentasse a sua morte, mas sim que aprendesse com ele a "lição da vida".

Ensina-nos sobre o entusiasmo, sobre as desilusões e porque elas existem, sobre a alegria que é colaborar para a alegria dos outros e muito mais...

Em sua palestra chamada "Última aula" disse uma coisa que me fez pensar seriamente a respeito das dificuldades que encontramos na vida...

"A parede que encontramos em nosso caminho, está lá para nos dizer que afinal nós não queremos tanto assim atravessá-la", ou melhor, se não queremos transpor o obstáculo, ele permanecerá ali mesmo à nossa frente.

Posso traduzir como "força de vontade" e apesar de alguns altos e baixos e post de incertezas ou discriminações, falta de ânimo ou vontade de seguir, reconheço o meu espírito em luta.

Reconheço a mim, como em uma fotografia do Álbum de Fernando Rozano chamada "Solidão" em que esta me mostra a preto e branco, o silêncio de uma mulher a caminhar lateralmente a barcos atracados, uma imensidão de possibilidades mesmo ao meu lado (que se traduz fotograficamente em mar...) e armazéns iguais e laterais que guardam segredos e revelações de todas as oportunidades que não quero ver.

Adoro ensinar. Mas gosto muito mais de aprender. Obrigado professor Randy Pausch por mais esta lição! Obrigada Fernando por sua exposição fotográfica.

E como ele acreditava na vida após a morte, Karma, sorte e bem-aventuranças. Com certeza agora goza do tão esperado "Paraíso" onde um dia disfrutaremos... Se for bom e verdade, que seja para todos!

Joice Worm

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Aos meus cristais

A vida é uma delícia!
Ontem estava com lágrimas a correr nos olhos e no coração.
Hoje tenho os mesmos olhos a brilhar tanto quanto a avermelhar aquele que se negava a bater...

Ontem, magoei-me com Espanha
Hoje Espanha tomou-me nos braços e acariciou-me
Em sinal de desculpas.

Aprendo todos os dias e faço questão de comentar.
Ontem, fui tratada de forma pouco digna por umas pessoas
Hoje, fui tratada como uma das mais importantes em um grupo...

Este paradoxo da vida me deixa um pouco atordoada,
Mas me deixa concluir que o racismo não está,
Graças a Deus!,
Dentro de todas as mentes humanas
Nem pode estar em um país de leste a oeste.
Seria horrível!

Sigo meu caminho, acompanhada por esta maravilha de pessoas
Que são vocês e todos os que se dignificam a apagar da memória
Qualquer tipo de mal trato ou mal entendido.

Já lhes disse que AMO-VOS profundamente??!
Então direi outra vez para que não esqueçam desta grande verdade...

AMO-VOS PROFUNDAMENTE!
most ardently!...

Joice Worm

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Racismo em Espanha

Sou morena, não sou feia e tenho cultura.
Sei normas técnicas brasileiras da construção civil,
Sei orçamentar uma obra,
Sei inglês, espanhol falado e escrito.
Tenho noções de alemão e francês.
Trabalhei em Publicidade e saí com distinção por motivo de mudança de país.
Sei organizar grupos para animação e eventos.
Sei falar em público, comunicar e orientar.
Tenho o curso de formação de formadores,
Tenho três Faculdades incompletas por circunstâncias da vida.
(Telecomunicações, Gestão Estratégica e Turismo/Termalismo)
Trabalhei com vinhos em Portugal e conheço as castas das melhores uvas de norte a sul do país.
Fui sócia-gerente de uma empresa de Telecomunicações
Fui sócia-gerente de um Restaurante que os clientes até hoje pedem para que volte.
Estudei a área Sanitária e pratiquei a teoria nas Instituições Hospitalares e de Saúde Mental. Completei o curso de Auxiliar de Enfermaria com cuidados para descapacitados físicos e psiquicos.
Tenho todos os estudos de preparação para Agente de Viagem com o programa Amadeus.
Sei costurar, bordar, lavar, esfregar e cuidar da roupa.
Sei amar, cuidar do marido e de filhos...
Não há nada que não possa fazer se não me ensinarem.

Mas uma coisa os espanhóis não me tem perdoado... E dizem "sentir muito" indirectamente...

A cor da minha pele!... E o facto de ser sul-americana (brasileira).

Pergunto-me: Vale a pena estudar e sair do país de origem para ser amesquinhada e rejeitada? Neste ponto defendo Portugal. Vivi lá 20 anos e não me dei conta deste pormenor tão deprimente...

Quanto a factos, não há argumentos!

Quando tive minhas filhas, disse um dia à minha mãe... «Ainda bem que nasceram as duas muito branquinhas... Este mundo é muito cruel com as pessoas que tenham outra cor diferente»....

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Divagações monetárias...

Mais uma vez o dinheiro... Estive respondendo a quem comentou no meu post "Dinheiro" e não resisti a transcrever e continuar a desenvolver aqui o assunto...

Acho que o dinheiro está mal distribuído de propósito. Deve ser para "quem tem", provar a bondade e a honestidade e "quem não tem", para provar a humildade e a paciência... (Resposta à Mundo Azul)

"Segundo a parábola, algumas pessoas receberam valores diferentes de seu senhor, e sem que soubessem que isso iria acontecer, foram chamadas a prestar contas algum tempo depois. As que receberam quantidades maiores de talentos, trabalharam com eles, gerando lucro. A que recebeu apenas um talento, com medo do rigor de seu senhor, preferiu enterrá-lo para entregar tal e qual lhe foi confiado, sendo severamente repreendida no dia da prestação de contas. "

E segundo estudiosos, dizem que as nossas habilidades consideradas inatas podem ser desenvolvidas caso haja motivação. Assim, qualquer um de nós estamos, potencialmente aptos a aprender tudo, desde que tenhamos vontade e usemos as técnicas apropriadas ao que quer que seja.

Podíamos viver numa sociedade de troca. Acho que seria mais interessante. E não há ninguém que não tenha nascido sem um dom, por isso, era muito difícil de se escassear... Mas aí entra o petróleo no assunto... Acabou a conversa! Todo o dom será aniquilado e substituído por máquinas. (Resposta a Amor de Madrugada)

Enfim!...

quarta-feira, 16 de julho de 2008

O servo e o seu rei... compreendendo os designios.

Hoje recebi um conto de uma amiga com o título de "Deus nunca erra"

O mesmo conta a história de um servo e seu rei que saindo para uma caçada, um animal atacou sua majestade e lhe tirou um dedo. Apesar do servo ter matado o animal, o rei não gostou de ter perdido o dedo e ainda ficou mais furioso quando o servo tranquilamente disse que "Deus nunca erra".

Mandou prender o servo e passado uns tempos saiu para outra caçada. Neste dia foi capturado por uns selvagens que o queria para sacrificar aos deuses daquela religião. Quando notaram que ele não tinha dedo, disseram que ele não era perfeito o suficiente para ser oferecido na cerimônia.

Voltou ao palácio e mandou libertar o servo, perguntando a ele:

- Como pode Deus nunca errar e te deixar preso tanto tempo, já que o defendes tanto?

- Senhor, - respondeu ele. - Se eu hoje o tivesse acompanhado na caçada, com certeza seria sacrificado, pois não tenho nenhum defeito físico...

terça-feira, 15 de julho de 2008

Saudades de um "pueblo"

Este fim de semana recebi uma população de carinhos!
Sim, isso mesmo, "uma população de carinhos"!

Há tempos saí angustiada de uma Vila em que vivia.
Passei dois anos sem querer olhar para trás.
Dois anos sem sentir vontade de ver ou ouvir falar da terra...
Dois anos passei a me curar e interiorizar que afinal eles não tiveram culpa
da mudança que gerou na minha vida.

Hoje compreendo que o que se passou na realidade,
foi o moedor de carne humana chamada sistema governamental e econômico,
que desafortunadamente também os tinha atingido.

E neste fim de semana passei lá, três maravilhosos dias.
Dormi em casa de amigos na qual me sentia como se fosse a minha casa...
E com uma família que também parecia ser a "minha" família"
Na rua, fui cumprimentada, beijada e abraçada mais de cem vezes.
"Uma população de carinho"!

Voltei, sonhei com todos eles,
com todas as "mãos que toquei e (li)"
... Estou cheia de saudades!!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Dinheiro

O que faz do dinheiro um mal comum,
Não é o que pode vir dele,
nem está implícito nele,
mas no seu exterior...
ou melhor, a mão de quem lhe toca...

A maldade está na "forma de uso".

(Joice Worm)