- Teresa, não chore mais!
- Deixe-me chorar... Não tenho outra alternativa. Não vejo nada acontecer para que a minha vida melhore. Nada muda, nada acontece. E eu já não tenho forças para me movimentar, nem idéias para solucionar os meus problemas.
- Teresa, minha amiga. Tente não introspectar os seus ditos "problemas". Faça de conta que eles já estão resolvidos...
- Não é fácil fazer de conta que alguma coisa está resolvida, se elas de facto não estão.
- Mas aí é que está o âmago da questão, Teresa. Você não pode resolver certas coisas e outras tantas, não pode resolver ao mesmo tempo. E nesta fase de stress e angustia, se torna ainda mais difícil a resolução de qualquer tipo de problema.
- Então o que é que faço? Paro e choro, como já ando a dias...
- Não, minha amiga. Pare e continue a caminhar tratando de resolver cada coisa na sua altura. E aquilo que já é impossível de resolver por sua interferência, se resolverá por interferências de outros, ou de outras circunstâncias. Você verá!
- E se não se resolverem?
- Não tenhas medo Teresa. Esse é o seu pior inimigo. "O medo".
- Vou tentar seguir o seu conselho, amiga. Enxugarei as minhas lágrimas e vou tentar não pensar em mais nada. Vou confiar na resolução abstrata dos meus problemas e esperar que eles se resolvam por si só.
- Agora, com esta tranquilidade que começa a se instalar na sua mente e no seu coração. Procure ver o que poderia resolver hoje e que esteja realmente ao seu alcance. Elimine o impossível, para já.
- Farei isso... Já não há tempo para estar a chorar.
Mostrar mensagens com a etiqueta Assim é a vida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Assim é a vida. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 31 de março de 2008
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
A vela e eu...
Estava sentada na cadeira da sala e tinha a mesa em minha frente. Escrevia. Durante um longo espaço de tempo fiquei a olhar minha mão a se movimentar em cima do papel branco e virgem, pois não me vinha nada à cabeça...
Levantei, olhei para o papel de longe e deparei-me com ele a brincar com as cortinas da sala.
A cortina levantava com o vento e fazia ondas ao longo de sua extensão, no limite aberto da janela. O papel estava a dançar em cima da mesa, mas não parecia que em momento algum pudesse ir para o chão. Fiquei a admirar os dois movimentos e me lembrei de ir buscar um copo de vinho e uma vela.
Acendi a vela, mas antes, tive que fechar a janela.
A cortina parou seu feliz movimento e o papel deixou de dançar... A vela parecia morta. Estava parada e erguida com uma chama brilhante...
Olhei para o papel e vi a sombra do meu corpo sobre ele.
Eu estava lá... O papel já não era virgem. Refletia a minha imagem.
Abri a janela, a cortina levantou-se, a luz apagou e eu desaparecí como por encanto...
Mas sentei e escrevi!
Levantei, olhei para o papel de longe e deparei-me com ele a brincar com as cortinas da sala.
A cortina levantava com o vento e fazia ondas ao longo de sua extensão, no limite aberto da janela. O papel estava a dançar em cima da mesa, mas não parecia que em momento algum pudesse ir para o chão. Fiquei a admirar os dois movimentos e me lembrei de ir buscar um copo de vinho e uma vela.
Acendi a vela, mas antes, tive que fechar a janela.
A cortina parou seu feliz movimento e o papel deixou de dançar... A vela parecia morta. Estava parada e erguida com uma chama brilhante...
Olhei para o papel e vi a sombra do meu corpo sobre ele.
Eu estava lá... O papel já não era virgem. Refletia a minha imagem.
Abri a janela, a cortina levantou-se, a luz apagou e eu desaparecí como por encanto...
Mas sentei e escrevi!
quinta-feira, 14 de junho de 2007
O problema social do Pedro
Pedro não sabia viver em sociedade. Não era um homem que gostasse de ouvir opinião de ninguém. Vivia a sua vida e tinha muitos amigos, ou conhecidos, pois para os amigos que ele considerava, os mesmos não considerava à ele.
Pedro gostava de comer em bons restaurante e por conseguinte procurava apenas aquele que tinha alguma mesa perto da janela. Gostava de olhar o movimento do lado de fora. E não gostava nada de se sentir na mesma situação que outros que estavam ao seu lado, e muito menos perceber que alguém comia algum prato igual ao dele, por este motivo, comia sempre a olhar para a rua, ou o mar, dependendo de onde estivesse.
Mas havia um restaurante que ele gostava mais. Tinha uma mesa especial que estava localizada em uma posição estratégica entre o movimento agitado da cozinha e a paisagem do mar com os barquinhos atracados parecendo que estavam a deriva. Um lado o fazia curioso e bisbilhoteiro e o outro lhe relaxava a alma.
Um belo dia, Pedro entrou no Restaurante e o seu lugar já estava ocupado. Ficou super irritado. Quase furioso. Sentou em outra mesa em frente a esta e ficou a olhar para a pessoa que por acaso era uma mulher.
Pedro, sem pensar que podia incomodar a rapariga, de tanto que ele olhava, não tirou os olhos dela durante toda a noite.
Ela não o olhava de frente, mas de vez em quando, levantava os olhos do livro que estava a ler ao mesmo tempo que comia e reparava que ele a mirava insistentemente.
De repente, Pedro viu que ela tinha pedido a mesma coisa que ele. Ficou enraivecido. Começou a comer sem saborear nada e bebeu um gole do sumo quase se engasgando... não conseguia vencer a sua raiva por tão insolente criatura.
Ela por sua vez, tirou da mala um bloquinho de papel e começou a escrever alguma coisa. Ele continuava a observá-la. Viu que chamou o garçon, pediu a conta, pagou e juntamente com o dinheiro, entregou o que escrevera para ele.
Passou ao lado do Pedro e deu-lhe um olhar carinhoso.
Em seguida, veio o garçon e entregou o papel que ela tinha escrito ao Pedro. No qual dizia:
«Nunca me senti tão amada na minha vida! Obrigada!»
Pedro gostava de comer em bons restaurante e por conseguinte procurava apenas aquele que tinha alguma mesa perto da janela. Gostava de olhar o movimento do lado de fora. E não gostava nada de se sentir na mesma situação que outros que estavam ao seu lado, e muito menos perceber que alguém comia algum prato igual ao dele, por este motivo, comia sempre a olhar para a rua, ou o mar, dependendo de onde estivesse.
Mas havia um restaurante que ele gostava mais. Tinha uma mesa especial que estava localizada em uma posição estratégica entre o movimento agitado da cozinha e a paisagem do mar com os barquinhos atracados parecendo que estavam a deriva. Um lado o fazia curioso e bisbilhoteiro e o outro lhe relaxava a alma.
Um belo dia, Pedro entrou no Restaurante e o seu lugar já estava ocupado. Ficou super irritado. Quase furioso. Sentou em outra mesa em frente a esta e ficou a olhar para a pessoa que por acaso era uma mulher.
Pedro, sem pensar que podia incomodar a rapariga, de tanto que ele olhava, não tirou os olhos dela durante toda a noite.
Ela não o olhava de frente, mas de vez em quando, levantava os olhos do livro que estava a ler ao mesmo tempo que comia e reparava que ele a mirava insistentemente.
De repente, Pedro viu que ela tinha pedido a mesma coisa que ele. Ficou enraivecido. Começou a comer sem saborear nada e bebeu um gole do sumo quase se engasgando... não conseguia vencer a sua raiva por tão insolente criatura.
Ela por sua vez, tirou da mala um bloquinho de papel e começou a escrever alguma coisa. Ele continuava a observá-la. Viu que chamou o garçon, pediu a conta, pagou e juntamente com o dinheiro, entregou o que escrevera para ele.
Passou ao lado do Pedro e deu-lhe um olhar carinhoso.
Em seguida, veio o garçon e entregou o papel que ela tinha escrito ao Pedro. No qual dizia:
«Nunca me senti tão amada na minha vida! Obrigada!»
quarta-feira, 13 de junho de 2007
O Lenhador e os seus amigos
Hoje conto um conto!
Li hoje em um livro de contos para pensar, escrito por um psicólogo, uma história muito interessante que no mínimo dá mesmo o que pensar...
Dizia ele, que um dia, um lenhador comprou uma serra elétrica para agilizar o seu trabalho e, irresponsávelmente, não pediu nenhuma instrução para começar a utilizá-la. Na verdade a máquina era muito fácil de manejar. Mas um dia, enquanto cortava um tronco, distraiu-se com o uivo de um lobo e acidentalmente, cortou as suas pernas.
Os médicos fizeram de tudo para repor as pernas amputadas, mas não tiveram sucesso. A partir daí, o lenhador ficou condenado a andar de cadeiras de rodas pelo resto da sua vida.
O homem, deprimiu-se imensamente, dia após dia, não havia quem o conseguisse ajudar. Após um ano, parecia que tinha tomado algum impulso e começou a recuperar o ânimo, mas não durou muito.
Um médico, por ventura de tanta depressão, aconselhou que ele visitasse um psiquiatra. Depois de muito relutar, acatou o pedido.
O psiquiatra começou por dizer que ele tinha razão em estar naquele estado, visto que tinha perdido as duas pernas... Ele, surpreendentemente contou ao doutor que o que mais entristecia não era a falta das pernas e sim a falta dos seus velhos amigos.
O médico ficou surpreso e deixou ele continuar a falar. Disse que o que lhe fazia falta era dançar com seus amigos nos Bares em que se divertiam, nadar e fazer ginástica pela manhã... entre outras coisas sentia falta da atenção deles, e dos velhos tempos.
O médico explicou que agora ele estava diferente e tinha que se convencer que a partir do momento em que ele estava assim, tudo na sua vida ficou diferente, e que se ele quizesse, para se sentir melhor, deveria procurar amigos iguais a ele para se relacionar.
O lenhador ficou super contente com a conclusão e repetiu mais ou menos o que o médico falou: "É isso, vou procurar amigos iguais a mim!
Despediu-se do psiquiatra com um forte aperto de mão e foi directo para casa preparar o Serra Elétrica para cortar as pernas dos seus antigos amigos!!
Li hoje em um livro de contos para pensar, escrito por um psicólogo, uma história muito interessante que no mínimo dá mesmo o que pensar...
Dizia ele, que um dia, um lenhador comprou uma serra elétrica para agilizar o seu trabalho e, irresponsávelmente, não pediu nenhuma instrução para começar a utilizá-la. Na verdade a máquina era muito fácil de manejar. Mas um dia, enquanto cortava um tronco, distraiu-se com o uivo de um lobo e acidentalmente, cortou as suas pernas.
Os médicos fizeram de tudo para repor as pernas amputadas, mas não tiveram sucesso. A partir daí, o lenhador ficou condenado a andar de cadeiras de rodas pelo resto da sua vida.
O homem, deprimiu-se imensamente, dia após dia, não havia quem o conseguisse ajudar. Após um ano, parecia que tinha tomado algum impulso e começou a recuperar o ânimo, mas não durou muito.
Um médico, por ventura de tanta depressão, aconselhou que ele visitasse um psiquiatra. Depois de muito relutar, acatou o pedido.
O psiquiatra começou por dizer que ele tinha razão em estar naquele estado, visto que tinha perdido as duas pernas... Ele, surpreendentemente contou ao doutor que o que mais entristecia não era a falta das pernas e sim a falta dos seus velhos amigos.
O médico ficou surpreso e deixou ele continuar a falar. Disse que o que lhe fazia falta era dançar com seus amigos nos Bares em que se divertiam, nadar e fazer ginástica pela manhã... entre outras coisas sentia falta da atenção deles, e dos velhos tempos.
O médico explicou que agora ele estava diferente e tinha que se convencer que a partir do momento em que ele estava assim, tudo na sua vida ficou diferente, e que se ele quizesse, para se sentir melhor, deveria procurar amigos iguais a ele para se relacionar.
O lenhador ficou super contente com a conclusão e repetiu mais ou menos o que o médico falou: "É isso, vou procurar amigos iguais a mim!
Despediu-se do psiquiatra com um forte aperto de mão e foi directo para casa preparar o Serra Elétrica para cortar as pernas dos seus antigos amigos!!
sábado, 2 de junho de 2007
Porque??
Acho que toda a minha vida me perguntei sobre os "porques" de todas as coisas. Porque isto, porque aquilo... independente da fase de curiosidade que toda criança normal tem, eu continuei a perguntar a todos a explicação daquilo que eu não entendia.
Ultimamente tenho me perguntado sobre a evolução do ser humano. Até já chateio. Mas sinceramente não entendo porque existem famílias boas que terminam por criar um monstro em casa, coisas como estas... que só consigo resposta no espiritismo. E para não fugir muito da Terra, também atribui a culpa desta criação, ao meio ambiente, a alimentação, as oportunidades da vida, a situação financeira que o indivíduo possui, etc, etc... sociedade!
Aí a mãe e o pai que criou o seu pequenino com tanto carinho, de repente vê este mesmo "ser tão querido", roubar a própria casa os objectos e a confiança. Começa a crescer o monstro. E o pior, não tem sido só do sexo masculino. Também as mulheres, que no sentido figurado (ainda, até que seja provado) vieram de Vênus para espalhar o amor e o carinho pela Terra... Meu Deus! Que vergonha, tem tantas na prisão.
Estou me deprimindo estes dias com as notícias que tenho visto para enriquecer o meu Blog (http://euvoscompreendo.blog.com) e só para resumir, e deixando qualquer um chocado, "Em 2005 foram encontrados os corpos de quatro crianças num edifício de apartamentos na cidade austríaca de Graz. Dois dos corpos tinham sido colocados num balde cheio de cimento e outros dois numa arca congeladora. Uma mulher de 33 anos de idade foi julgada e condenada a prisão perpétua pela autoria destes crimes" (Jornal O Público (Portugal), de 02 de Junho de 2007).
Já nem sei se isto é o meu site de contos e crónicas ou o de filosofia da vida... Estou deveras deprimida para tentar corrigir o meu erro.
... E o sorriso da minha fotografia fica completamente sem cabimento. Tenho que fazer um esforço para não mudar...
Ultimamente tenho me perguntado sobre a evolução do ser humano. Até já chateio. Mas sinceramente não entendo porque existem famílias boas que terminam por criar um monstro em casa, coisas como estas... que só consigo resposta no espiritismo. E para não fugir muito da Terra, também atribui a culpa desta criação, ao meio ambiente, a alimentação, as oportunidades da vida, a situação financeira que o indivíduo possui, etc, etc... sociedade!
Aí a mãe e o pai que criou o seu pequenino com tanto carinho, de repente vê este mesmo "ser tão querido", roubar a própria casa os objectos e a confiança. Começa a crescer o monstro. E o pior, não tem sido só do sexo masculino. Também as mulheres, que no sentido figurado (ainda, até que seja provado) vieram de Vênus para espalhar o amor e o carinho pela Terra... Meu Deus! Que vergonha, tem tantas na prisão.
Estou me deprimindo estes dias com as notícias que tenho visto para enriquecer o meu Blog (http://euvoscompreendo.blog.com) e só para resumir, e deixando qualquer um chocado, "Em 2005 foram encontrados os corpos de quatro crianças num edifício de apartamentos na cidade austríaca de Graz. Dois dos corpos tinham sido colocados num balde cheio de cimento e outros dois numa arca congeladora. Uma mulher de 33 anos de idade foi julgada e condenada a prisão perpétua pela autoria destes crimes" (Jornal O Público (Portugal), de 02 de Junho de 2007).
Já nem sei se isto é o meu site de contos e crónicas ou o de filosofia da vida... Estou deveras deprimida para tentar corrigir o meu erro.
... E o sorriso da minha fotografia fica completamente sem cabimento. Tenho que fazer um esforço para não mudar...
quarta-feira, 30 de maio de 2007
Rita e Sofia (1)
- Acho que estou apaixonada, disse Rita para sua melhor amiga Sofia.
- Tens a certeza? Ainda outro dia também estavas e já te desiludistes, lembrou Sofia.
- Mas da outra vez eu estava só encantada com a beleza. Este não é muito bonito, mas é interessante, disse Rita.
- Como é que sabe que este rapaz é mais interessante?
- Por incrível que pareça, ele me pagou um café, pediu o meu endereço de internet e ainda por cima perguntou o que eu ia fazer neste fim de semana. Pareceu-me que tinha se afeiçoado de mim.
- Hum... Pode ser..., disse Sofia baixando a cabeça.
Sofia não tinha tido grandes casos amorosos e neste momento estava sozinha e ao ver a sua melhor amiga apaixonada, temeu que ela passasse pelo mesmo que ela.
- Amiga, só lhe peço que vá com calma. Não se entregue de braços abertos a este rapaz. Vá verificando as qualidades que ele tem e que lhe agrada e não esqueça de sentir profundamente os pontos negativos que ele tiver e que lhe desagrada. Tenho medo que você sofra como eu sofri com os amores que tive na minha vida, acrescentou Sofia.
- Eu te entendo Sofia. Mas se eu não arriscar de vez em quando, posso ficar sozinha o resto da minha vida. O preço do "meu" valor é alto, mas de vez em quando tenho que me valorizar um pouco distraidamente para ver se conheço alguém interessante. Depois, é uma questão de relacionamento e troca de amor. Também já tenho idade para escolher bem o meu parceiro, mas não me importo de passar por alguns perigos para não estar completamente sozinha.
- Ainda bem que pensa assim amiga. Eu sinceramente não estou disposta a sofrer outra vez... não agora que ainda sinto o meu coração apertar, disse Sofia.
- Sabe de uma coisa Rita? Eu também pensava assim, mas prefiro passar por umas novidades... sei lá, que me faça pulsar a vida, do que não deixar que nada aconteça. Não sei se estarei viva por muito tempo e não me sinto à vontade em escolher este ou aquele para namorar... queria casar, mas não encontro nehum homem disponível.
- Não sei... vou tentar pensar como você amiga. Apesar de saber que "antes só que mal acompanhado", também sinto que a solidão é o princípio de um mergulho.
- Tens a certeza? Ainda outro dia também estavas e já te desiludistes, lembrou Sofia.
- Mas da outra vez eu estava só encantada com a beleza. Este não é muito bonito, mas é interessante, disse Rita.
- Como é que sabe que este rapaz é mais interessante?
- Por incrível que pareça, ele me pagou um café, pediu o meu endereço de internet e ainda por cima perguntou o que eu ia fazer neste fim de semana. Pareceu-me que tinha se afeiçoado de mim.
- Hum... Pode ser..., disse Sofia baixando a cabeça.
Sofia não tinha tido grandes casos amorosos e neste momento estava sozinha e ao ver a sua melhor amiga apaixonada, temeu que ela passasse pelo mesmo que ela.
- Amiga, só lhe peço que vá com calma. Não se entregue de braços abertos a este rapaz. Vá verificando as qualidades que ele tem e que lhe agrada e não esqueça de sentir profundamente os pontos negativos que ele tiver e que lhe desagrada. Tenho medo que você sofra como eu sofri com os amores que tive na minha vida, acrescentou Sofia.
- Eu te entendo Sofia. Mas se eu não arriscar de vez em quando, posso ficar sozinha o resto da minha vida. O preço do "meu" valor é alto, mas de vez em quando tenho que me valorizar um pouco distraidamente para ver se conheço alguém interessante. Depois, é uma questão de relacionamento e troca de amor. Também já tenho idade para escolher bem o meu parceiro, mas não me importo de passar por alguns perigos para não estar completamente sozinha.
- Ainda bem que pensa assim amiga. Eu sinceramente não estou disposta a sofrer outra vez... não agora que ainda sinto o meu coração apertar, disse Sofia.
- Sabe de uma coisa Rita? Eu também pensava assim, mas prefiro passar por umas novidades... sei lá, que me faça pulsar a vida, do que não deixar que nada aconteça. Não sei se estarei viva por muito tempo e não me sinto à vontade em escolher este ou aquele para namorar... queria casar, mas não encontro nehum homem disponível.
- Não sei... vou tentar pensar como você amiga. Apesar de saber que "antes só que mal acompanhado", também sinto que a solidão é o princípio de um mergulho.
quinta-feira, 24 de maio de 2007
O Segredo de Maria
Maria nunca havia tido um caso amoroso. Já tinha 20 anos e não sabia o que era amar alguém. Nunca havia beijado na boca e ainda era virgem. Mas uma coisa ela sabia perfeitamente. O seu coração parecia saltar dentro dela sem encontrar lugar para fugir quando via a Amelinha sair da sua sala de aula. Ela era tão bonita... Tinha uns cabelos longos e dourados que mais parecia um anjo. Seus olhos eram castanhos e fartos como uma árvore frondosa. Tinha as mãos delicadas e quando gesticulava parecia que orientava uma orquestra suavemente.
Maria não sabia porque ao ver Amelinha ficava tão emocionada. Não fazia idéia do que se passava em seu coração. Um dia, quando viu Amelinha no páteo a beijar um colega da Escola, sentiu uma repulsa tão grande do que estava a ver, que pensou que o que lhe tinha dado asco era o facto de ter visto uma boca colada na outra, mas na verdade...
Maria sentiu ciúmes de Amelinha. Sentiu desejo por estar no lugar do rapaz que a beijava. Sentiu vergonha por ter tido um sentimento tão contrário ao que se esperava na sua condição feminina.
Apertou os livros contra o peito e saiu correndo dali, sem que ninguém notasse o que se passava. Maria chorava no banheiro. Sozinha e sem explicações. Chorava e se perguntava o que estava a acontecer com ela. E a resposta veio quando enxugou a última lágrima que lhe caia dos olhos após aqueles minutos de prantos:
Maria descobriu que estava apaixonada por uma outra mulher!
Saiu do banheiro e pensou em ir directo para casa sem comparecer à sala de aula. Tinha que pensar melhor sobre o que lhe estava a passar, quando deu um encontrão com alguém que entrava a correr no mesmo banheiro. Era Amelinha que chorava sem parar e a arrastou pela mão outra vez para dentro.
Abraçou Maria com todas as suas forças e chorou sobre o seu ombro. Não dizia palavra alguma só chorava e soluçava. Maria perguntou com voz trêmula o que tinha passado e Amelinha, angustiada, disse-lhe ainda entre soluços:
«João, me deu um beijo, e disse-me que seria o último, pois já não gosta mais de mim e que está apaixonado por outra pessoa. E ainda por cima, teve a coragem de me dizer por quem é que ele estava apaixonado...»
«Não me diga, Amelinha... que coisa horrível... E por quem é que ele se apaixonou?...»
«Por você Maria... Por você!!!».
Maria não sabia porque ao ver Amelinha ficava tão emocionada. Não fazia idéia do que se passava em seu coração. Um dia, quando viu Amelinha no páteo a beijar um colega da Escola, sentiu uma repulsa tão grande do que estava a ver, que pensou que o que lhe tinha dado asco era o facto de ter visto uma boca colada na outra, mas na verdade...
Maria sentiu ciúmes de Amelinha. Sentiu desejo por estar no lugar do rapaz que a beijava. Sentiu vergonha por ter tido um sentimento tão contrário ao que se esperava na sua condição feminina.
Apertou os livros contra o peito e saiu correndo dali, sem que ninguém notasse o que se passava. Maria chorava no banheiro. Sozinha e sem explicações. Chorava e se perguntava o que estava a acontecer com ela. E a resposta veio quando enxugou a última lágrima que lhe caia dos olhos após aqueles minutos de prantos:
Maria descobriu que estava apaixonada por uma outra mulher!
Saiu do banheiro e pensou em ir directo para casa sem comparecer à sala de aula. Tinha que pensar melhor sobre o que lhe estava a passar, quando deu um encontrão com alguém que entrava a correr no mesmo banheiro. Era Amelinha que chorava sem parar e a arrastou pela mão outra vez para dentro.
Abraçou Maria com todas as suas forças e chorou sobre o seu ombro. Não dizia palavra alguma só chorava e soluçava. Maria perguntou com voz trêmula o que tinha passado e Amelinha, angustiada, disse-lhe ainda entre soluços:
«João, me deu um beijo, e disse-me que seria o último, pois já não gosta mais de mim e que está apaixonado por outra pessoa. E ainda por cima, teve a coragem de me dizer por quem é que ele estava apaixonado...»
«Não me diga, Amelinha... que coisa horrível... E por quem é que ele se apaixonou?...»
«Por você Maria... Por você!!!».
Subscrever:
Mensagens (Atom)