«Alô...»
«Sim, alô... Quem está falando?»
«Sou eu... sua alma gêmea!»
«Não brinque com isto se faz favor... Quem está falando?»
«Não ia brincar com o meu próprio futuro... Eu sou a sua alma gêmea!!!»
... (Silêncio)
«Sinto que você está sempre pensando em mim e como a energia acompanha o pensamento...aqui estou eu»
«Olhe, moço, eu não lhe conheço e não reconheço a sua voz... por isso, também não estou interessada em sua conversa... com licença, mas vou desligar!»
«Se você não se importa se a sua alma gémea vai aparecer ou não, a própria frieza da sua atitude mantém-me afastado, conservando-me distante»
... (Silêncio)
«Digamos que eu acompanhe a sua brincadeira e aceite que você é a minha alma gêmea. Acha que do nada iria te encontrar e tentar conhecer melhor? Como pode partir do princípio que eu iria lhe dar tal confiança?»
«Eu simplesmente sei que isto vai acontecer, pois nós dois somos como um só. Você é a metade que me falta!...»
«Você é muito pretencioso, isso sim... e eu não sei se depois de vê-lo pessoalmente vou gostar de você... (já nem sei o que estou a falar...dando tanta conversa, pensou)»
«Os nossos próprios sonhos e fantasias encarregam-se de nos dar uma ideia quase fiel do que pretendemos encontrar no nosso caminho... e eu sou exactamente o tipo de homem que você gosta!»
...risos
«Digamos que já estou a ficar um tanto quanto curiosa... E você por acaso me conhece?»
«Não... mas acredito que nascemos um para o outro e se assim penso, é porque estou disposto a fazê-la feliz...»
«Pode repetir?!...»
«Se você é parte de mim, e eu gosto de mim, estou disposto e muito interessado em torná-la a mulher mais feliz do mundo e como a recíproca é verdadeira, sei que você também vai querer me fazer feliz para sempre...»
... (Silêncio)
«...Quando podemos nos encontrar?...»
«... Hoje mesmo meu amor... Hoje mesmo!»
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sexta-feira, 15 de junho de 2007
terça-feira, 22 de maio de 2007
À procura da "minha" luz
E eis que lá no infinito surge uma luz que anuncia a chegada dos meus desejos. Olho bem de frente, abro os olhos bem abertos e cerro miudinho para diminuir o excesso de luz... Coloco uma mão aberta por cima dos olhos para utilizar a sua sombra, enquanto miro bem "a chegada dos meus desejos". Mas parece que vem tão devagarinho... Olho para trás, procuro um lugar para sentar, enquanto espero. Não faço mais nada até que a luz se aproxime. Olho outra vez para frente e parece que ela diminuiu de tamanho. Dou alguns passos em frente, mas com muito medo. A luz cresce e parece que se aproxima. Paro outra vez.
Ao meu lado percebo que mais pessoas estão a olhar a mesma luz. Mas como se ela é minha? Como pode outros estarem a ver a "minha" luz?
E o pior... Tem gente que parece que já deu mais passos em frente que "eu"!
Reconheço que demorei muito tempo a pensar e a ter receio de ver de perto "a luz dos meus desejos, a cor da minha esperança..." E vejo gente que continua a ir insistentemente pelo "meu" caminho... ou serei eu que estou no caminho deles?
Aproveito a minha reflexão e olho o chão em minha volta. Vejo muitas pontas de cigarros, garrafas vazias, uma televisão portátil ainda ligada, jogos da sorte, um banco de jardim, revistas pornográficas, matrículas de Escolas rasgadas, Multas...
O que terei feito com o meu tempo?!! E quando de repente volto a olhar em frente, procuro a minha luz e já não a vejo. Tenho os olhos embaciados com as minhas lágrimas. Sinto-me pior. Sinto-me só... Mas consegui dar mais um passo em frente, e com algum esforço dei mais outro, e outro... já não vejo os objectos que me distraia o tempo.
E lá está a minha luz outra vez, mais perto. Muito mais que no início.
E as pessoas que estavam a minha frente, desapareceram!
Agora somos eu e você, minha esperança.
E sei que vou te alcançar, se não me distrair outra vez!
Ao meu lado percebo que mais pessoas estão a olhar a mesma luz. Mas como se ela é minha? Como pode outros estarem a ver a "minha" luz?
E o pior... Tem gente que parece que já deu mais passos em frente que "eu"!
Reconheço que demorei muito tempo a pensar e a ter receio de ver de perto "a luz dos meus desejos, a cor da minha esperança..." E vejo gente que continua a ir insistentemente pelo "meu" caminho... ou serei eu que estou no caminho deles?
Aproveito a minha reflexão e olho o chão em minha volta. Vejo muitas pontas de cigarros, garrafas vazias, uma televisão portátil ainda ligada, jogos da sorte, um banco de jardim, revistas pornográficas, matrículas de Escolas rasgadas, Multas...
O que terei feito com o meu tempo?!! E quando de repente volto a olhar em frente, procuro a minha luz e já não a vejo. Tenho os olhos embaciados com as minhas lágrimas. Sinto-me pior. Sinto-me só... Mas consegui dar mais um passo em frente, e com algum esforço dei mais outro, e outro... já não vejo os objectos que me distraia o tempo.
E lá está a minha luz outra vez, mais perto. Muito mais que no início.
E as pessoas que estavam a minha frente, desapareceram!
Agora somos eu e você, minha esperança.
E sei que vou te alcançar, se não me distrair outra vez!
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Agora ou nunca
Uma mulher entra no quarto onde ainda dorme o seu marido e diz: «Partimos hoje mesmo!». O homem, ainda um pouco atordoado pelo sono, pergunta que conversa era aquela de partir. Ela sem lhe responder, começa a tirar roupas de dentro das gavetas e a andar de um lado para o outro, como se não tivesse muito tempo para perder.
«Mulher, descansa. O que está fazendo?...», disse ele.
E ela então olha para o marido e diz:
«Passei quarenta anos da minha vida a trabalhar naquela fábrica. Dediquei toda a minha juventude para tentar estabilizar a minha vida financeira. Perdi as cores brilhantes dos meus cabelos e dos meus olhos. Baxei a cabeça diversas vezes por submissão. Mesmo cansada, ou doente, ocasionalmente ia trabalhar sem que o meu esforço fosse reconhecido. Recebi baixos salários anos após anos, sem nunca reclamar. Perdi a infância dos nossos filhos e estou me arriscando a perder a dos meus netos... CHEGA! Ontem fui dispensada dos meus serviços apenas com um breve elogio do meu trabalho e com um cheque que me idenizava os anos passados naquela fábrica... Cravaram-me uma espada pelas costas marido!»
«Não pode ser», disse o homem, já sentado na cama a olhar o cheque que ela tinha lhe entregue na mão.
«E por este facto, e com este dinheiro, vou realizar os meus sonhos. Vou viajar contigo para o lugar mais interessante que houver ao nosso alcance. Iremos refazer as nossas vidas longe daqui. Recomeçar! Não será tarde, vais ver. E assim, além de não sentirmos pena de nós, construíremos uma nova vida sem olhar para trás. E daremos a alegria de ver chegar os nossos filhos e netos para passar as férias conosco em um lugar diferente para todos!», disse ela, decidida.
«Então e eu? Eu ainda trabalho naquela fábrica!»
«Já não meu querido, já não!», falou ela entregando-lhe o cheque que ele também tinha recebido pelo correio.
...
Entreolharam-se e decidiram... Sem mais palavras.
«Mulher, descansa. O que está fazendo?...», disse ele.
E ela então olha para o marido e diz:
«Passei quarenta anos da minha vida a trabalhar naquela fábrica. Dediquei toda a minha juventude para tentar estabilizar a minha vida financeira. Perdi as cores brilhantes dos meus cabelos e dos meus olhos. Baxei a cabeça diversas vezes por submissão. Mesmo cansada, ou doente, ocasionalmente ia trabalhar sem que o meu esforço fosse reconhecido. Recebi baixos salários anos após anos, sem nunca reclamar. Perdi a infância dos nossos filhos e estou me arriscando a perder a dos meus netos... CHEGA! Ontem fui dispensada dos meus serviços apenas com um breve elogio do meu trabalho e com um cheque que me idenizava os anos passados naquela fábrica... Cravaram-me uma espada pelas costas marido!»
«Não pode ser», disse o homem, já sentado na cama a olhar o cheque que ela tinha lhe entregue na mão.
«E por este facto, e com este dinheiro, vou realizar os meus sonhos. Vou viajar contigo para o lugar mais interessante que houver ao nosso alcance. Iremos refazer as nossas vidas longe daqui. Recomeçar! Não será tarde, vais ver. E assim, além de não sentirmos pena de nós, construíremos uma nova vida sem olhar para trás. E daremos a alegria de ver chegar os nossos filhos e netos para passar as férias conosco em um lugar diferente para todos!», disse ela, decidida.
«Então e eu? Eu ainda trabalho naquela fábrica!»
«Já não meu querido, já não!», falou ela entregando-lhe o cheque que ele também tinha recebido pelo correio.
...
Entreolharam-se e decidiram... Sem mais palavras.
segunda-feira, 14 de maio de 2007
Leitura Mágica
Você se reflete na escolha dos livros que escolhe. Quanto mais leres sobre o amor, mais compreensível te tornas.
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