sexta-feira, 11 de abril de 2014

Sobre amor e relações

Dormia nos braços do amado. Descansava no peito de onde o amor e o sexo são palavras de ordem, são sentimentos e vontades partilhados, queridos e desejados. Amor e sexo garantido.

Se amasse igualmente outra pessoa, amaria os vazios que ainda estavam ávidos em mim para serem preenchidos. Teria portanto duas opções: Preencher estes vazios com o mesmo amado ou aventurar-me em experimentar outra árvore de fruto. Outro sabor, outras palavras, outros cheiros... Todo ser humano tem capacidade para amar quinhentas mil pessoas ou mais, ao mesmo tempo. O amor entretanto é libertino, egoísta e possessivo. Quer amar a todos, mas quer principalmente ser o único amado. O sexo por sua vez é selectivo, quando se ama. É deprimente, quando desejado fora da relação socialmente imposta e mata aos poucos, quando não pode ser saciado. O equilíbrio está dentro de cada um.

A pergunta pertinente é "como gerir". A possível resposta é "aproveite" enquanto o coração tem forças para bater forte pelo objecto amado. Amar é uma sensação tão especial quanto o bom sexo. É fugaz como o orgasmo. E é uma sensação tão boa de experimentar que não está preocupado com aquilo que o seu interior grita enquanto transborda de paixão.
(J.K.Worm)