segunda-feira, 31 de março de 2008

Não chore mais

- Teresa, não chore mais!
- Deixe-me chorar... Não tenho outra alternativa. Não vejo nada acontecer para que a minha vida melhore. Nada muda, nada acontece. E eu já não tenho forças para me movimentar, nem idéias para solucionar os meus problemas.
- Teresa, minha amiga. Tente não introspectar os seus ditos "problemas". Faça de conta que eles já estão resolvidos...
- Não é fácil fazer de conta que alguma coisa está resolvida, se elas de facto não estão.
- Mas aí é que está o âmago da questão, Teresa. Você não pode resolver certas coisas e outras tantas, não pode resolver ao mesmo tempo. E nesta fase de stress e angustia, se torna ainda mais difícil a resolução de qualquer tipo de problema.
- Então o que é que faço? Paro e choro, como já ando a dias...
- Não, minha amiga. Pare e continue a caminhar tratando de resolver cada coisa na sua altura. E aquilo que já é impossível de resolver por sua interferência, se resolverá por interferências de outros, ou de outras circunstâncias. Você verá!
- E se não se resolverem?
- Não tenhas medo Teresa. Esse é o seu pior inimigo. "O medo".
- Vou tentar seguir o seu conselho, amiga. Enxugarei as minhas lágrimas e vou tentar não pensar em mais nada. Vou confiar na resolução abstrata dos meus problemas e esperar que eles se resolvam por si só.
- Agora, com esta tranquilidade que começa a se instalar na sua mente e no seu coração. Procure ver o que poderia resolver hoje e que esteja realmente ao seu alcance. Elimine o impossível, para já.
- Farei isso... Já não há tempo para estar a chorar.

quarta-feira, 26 de março de 2008

Minha religião

Sou um diamante embrutecido e com as pancadas da vida vou me tornando cada vez mais brilhante. Os malfeitores que pareceriam agressores da minha beleza, afinal, são os mestres de arte do meu brilho pessoal. (Joice Worm)

terça-feira, 25 de março de 2008

Te doy mis ojos

Hoje vi um filme espanhol sobre a violência doméstica. Chama-se: "Te doy mis ojos" realizado por Icíar Bollain. E em resumo conta a história de uma mulher que diante da repressão do seu marido passa momentos completamente angustiantes com seu filho.

Aqui, o filme mostra a violência psicológica que pode ser tão má quanto a violência física. Sentimos ao longo da história de Rosa, a perda de auto-estima, da individualidade e da própria liberdade. E a única coisa que lhe prende ao marido, é exatamente aquilo que ele não sente por ela: Amor.

É uma história muito forte e real. Não podemos ficar a parte da doença que parece ter o homem agressor. Não podemos deixar de sentir a confusão que faz à família de Rosa, por ela não abandonar o seu marido, nem esquecer a cara do seu filho a cada dia que o pai começava a se tornar violento.

No final. Ficamos a pensar, porque algumas pessoas se amam tão pouco!

domingo, 23 de março de 2008

Chocolate

E para começar o dia de hoje com uma lição de vida, vou transcrever um provérbio chinês que recebi de uma amiga...

"Que os pássaros da preocupação e tensão
voem ao redor de sua cabeça,
isso você não pode mudar.

Que eles não façam ninhos em seus cabelos,
isso você pode impedir."

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Feliz Páscoa para todos de todo o mundo...
Para quem crê e para quem não crê na história.
Não faz diferença... Conviveremos uns com os outros assim mesmo!

Um amigo me enviou um desejo de receber um carro atrelado de chocolatinhos e até agora ainda não comi nenhum... Quando vejo esta barriguinha (sim... barriguinha, não barriga, nem barrigão. Atenção) que me olha, vou deixar o tal carro estacionado a espera. Mas pensando melhor... Com o verão que se aproxima, e para que não se derreta...

Chocolateeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee

terça-feira, 18 de março de 2008

Palavra lançada

- Você é uma tonta!

Fez-se um silêncio. E parecia que um momento sem palavras, agravava a intensidade da última dada...
T o n t a a a a a...

O silêncio continuou. E o mal-estar se instalou entre as duas amigas.

- (risos). Estou a brincar, não vê?

Não houve risos do outro lado.

A palavra já tinha sido lançada.

sábado, 15 de março de 2008

Além Vida

- ... Leonor... Leonor!!
Foi a ultima coisa que ela ouviu.
Caiu de um precipicio enquanto andava e não ouve salvação.

... Leonor... Leonor...
Foram as primeiras palavras que ouviu quando abriu os olhos outra vez.

... Leonor, me ouves? Você agora está a salva minha querida. Descanse e olhe em sua volta. Tranquilize-se. Agora já tudo terminou. Sua missão está cumprida!

Leonor, fechou os olhos lentamente, reviveu o acidente que tinha tido e sentiu como se a caida do seu corpo no precipício ainda continuasse. Deixou-se cair, agora com confiança de que sabia o final da sua queda. E quando abriu outra vez os olhos, encontrou os olhos do seu pai que já não vivia há cinco anos. Ela levantou-se e tocou nas suas mãos estendidas.

Emocionada, foi com ele para aprender seu novo caminho...

Adeus Leonor, adeus...

Que passa??

Ai Blog, amigo meu...
Ai Blog, meu bloguito
Como pude me esquecer de ti
Inseparável amigo atento
Que em tantas noites e dias me acompanhastes

Meu querido, digo-te agora
Que tão pouco volto hoje para escrever
Tão mázinha que estou eu
Que vou te deixar curioso para voltar amanhã

Prometo... (nem rimar consegui... Ai que falta de inspiração!)