terça-feira, 25 de setembro de 2007

Clara escreve a Moacir

Clara escreve para Moacir...
«Olho para trás uma vez mais e tento falar contigo. Não recebo muitas palavras de volta e continuo mergulhada na minha tristeza. Já não falamos Moacir. Já não olhamos um para o outro, nem nos tocamos como antes... Sinto a sua falta.
Hoje decidir ir embora. Fecho os olhos e vou. Quero primeiro me ausentar em pensamento e me imagino a caminhar para longe de ti para ter uma idéia se consigo te abandonar meu amor... Mas já não gosta tanto de mim, e a cada momento que estou a seu lado, posso sentir esta verdade.
Insisto para que meus olhos continuem fechados e vejo-me a caminhar no ar, sem sentir o que os meus pés pisam... Não pisam em nada afinal. Ando no etéreo, tenho a cabeça mergulhada em meus ombros, sinto as lágrimas a correrem pelos cantos dos meus olhos e o meu coração, como se tivesse perdido toda a esperança, entristece de secura.
Vou caminhando por esta estrada feita de nada, para um destino incerto, mas neste momento o mais desejado Moacir... Quero estar longe de ti, porque sei que você já não me nota... já não se importa...
Olho para frente agora. Tropecei sem querer em alguma coisa que voou até as minhas pernas e manteve-se parada no ar. Mas meus olhos não quiseram abrir e continuei a não querer ver nada.
Mais uma vez, tropeço. E desta vez, a força do impacto nas minhas pernas foi maior. Abri os olhos finalmente e vi uma mãozinha de criança que me chamava. Parecia comigo. Tinha o mesmo olhar que o meu e o mesmo sorriso.
A criança segurou-me pela mão e continuou o caminho que eu já tinha decidido seguir...
De repente perguntou-me... "Queres mesmo seguir por este caminho? Foi de lá que nós viemos. Vês alguma lógica em voltar para trás? EU sou TU. Porque deixaste de acreditar em NÒS?? Achas que o nosso futuro depende de alguém? Não foi isto que combinamos. Decidimos que acontecesse o que acontecesse naquele mundo, nós jamais desistiríamos. O que te parece?..."
Olhei para minha infância e minha adolescência espelhada no rosto daquela criança que se parecia comigo e recordei os meus sonhos...
Moacir... Realmente ia me abondonar por tua causa. Mas decidi que você não vale tanto para este feito!
Estou de regresso!!!

Uma parte de ti

Escrevi para uma amiga...

Dizes que quando te entregas e perdes alguém,
Este alguém leva uma parte de ti.
Mas veja por outro prisma...
Você fica sem uma parte de ti,
mas também fica com espaço para renovação
E quem leva uma parte de ti,
Leva um bem precioso
Que jamais quererá perder.
Anima-te!

(Joice Worm)

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Deleite

Mais uma vez fui seleccionada em mais um Concurso do Centro Poético de Madrid. Woohowooo!!... Desta vez no Concurso de "Noche Soñada". No original, escrevi com o nome de Volúpia, mas como no espanhol não encontrei a palavra, concorri com "Deleite".


Deleite (Volúpia)
Joice Worm - 31.03-207

Amor, mi grand amor, (Amor, meu grande amor,
No hay hombre como tú, (Não há homem como tú,
Y no hay mujer en el mundo (E não há mulher no mundo
Amada como yo! (Amada com eu

Amor, mi gran amor, (Amor, meu grande amor,
Adoro cuando te pareces un tornado (Adoro se pareces um tornado
Que circula alrededor de mi cuerpo (Circulando o meu corpo
Y le demuestra hacerme sentir (Mostrando-me e me fazendo sentir
El placer de ser amada! (O prazer de ser amada!

Amor, mi gran amor, (Amor, meu grande amor,
Nadie mejor que tú (Ninguém melhor do que tu
Sabe demostrar como es bueno percibir (Sabe mostrar como é bom perceber
El extasis de todas mis direcciones (O extase de todos os sentidos
Y que transforman mi piel, en líquido viscoso (Transformando a minha pele em líquido viscoso
Y nuestro olores, en el carcél de la vida! (E o nosso cheiro em prisão pérpetua

Así, y de ojos cerrados o abiertos (Assim, de olhos fechados ou abertos
En el claro o en el oscuro, (No claro ou no escuro
Me entrego al deleite del momento (Entrego-me a volúpia do momento
Deseando parar el tiempo en ese mismo momento, (Desejando parar o tempo neste instante

Amor, mi gran amor (Amor, meu grande amor,
No hay hombre como tú (Não há homem como tu,
Y no hay mujer en el mundo (E não há mulher no mundo
Amada como yo! (Amada como eu!

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Frase X

Frase para repetir 500 vezes:

«Te quero muito meu amor...por gostar muito de mim, e por não me odiar, acho que você é a pessoa certa para viver comigo».

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

O Segredo do "Eu te amo"

O Segredo do "Eu te amo"
(Joice Worm, 20.09.2007)

O verdadeiro amor, não pode ir e vir.
Não pode se transformar em objecto que se muda de lugar.
Aquilo a que ama não pode ser amado hoje e odiado amanhã...
Quando você ama de verdade, diz... "Eu amo você", e AMA!
A partir daí, não pode negar este amor incondicional.
Porque, seja em qualquer condição ele não pode mudar de intensidade.
Tem que ser para sempre.
Tem que desejar, sem possuir.

Mas não esqueça de ti.
Não esqueça de onde vem o amor
Vem de dentro de ti.
E para dar amor, primeiro tem que tê-lo.
Não de alguém... Isto é receber!

Eu te amo
Porque "me" amo
E quero amar você do mesmo jeito!

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Sabor de Liberdade

"... Quando eu canto, eu canto por ti liberdade!!..."
Nada como ser livre, nada como poder fazer do meu tempo o que melhor posso fazer. Nada como gerir as minhas idéias sem opiniões contrárias. Nada como dormir sozinha. Nada como comer o que me apetece na hora que tenho fome não por ser a "hora" de comer...
Nada como estar flutuando por cima do meu corpo, por cima da situação que me aflinge e observar de longe o que está certo e o que está errado...
Nada como descer o rio sem remo.
Nada como mergulhar e descobrir que no abismo há luz!!
Nada como olhar para o sol e não ficar cega por que na verdade descubro que não existo...
Nada como enfrentar um urso de três metros que diziam ter descoberto na televisão e não ser comida por ele, porque eu não existo...
Nada como não existir... por uns segundos enquanto escrevo tanta baboseira...
E degustar o sabor da LIBERDADE!
...
O segundo passou... Voltei a cela!!...

domingo, 16 de setembro de 2007

Aniversário

(Vou repetir aqui o mesmo texto que postei no meu outro Blog (http://euvoscompreendo.blog.com ... Por vezes,tenho leitores distintos para este e para o outro... Um abraço apertado deixo para todos. Estou muito feliz!! E a minha prenda (regalo) é a sua presença querido(a) leitor(a)...)

17 de Setembro... Hoje completo 46 anos de nascida. Carne e osso... pois de alma tenho mais uns milhares... E sempre com boa aparência!
Já devo ter sido preta, branca, amarela e rosa... Já devo ter sido homem, mulher, ou transexual... Já devo ter sido rica e pobre... Feia ou bonita... Burra ou inteligente... Boa, má ou péssima...
Não sei... Não tenho certeza, mas sinto dentro da minha alma a força latente de nesta vida querer ser o melhor possível dentro da Ética.
Quero conseguir gostar de tudo como na realidade existe e além de gostar, ultrapassar meus limites de afeto e doar-me toda e completamente para quem precise (no bom sentido... não desvie o assunto!).
Quero completar todos os anos de duração da minha missão e vencer na meta final, chegando sem falhas... Deus me ajude!!.
46 anos de experiência, infantil (tanto quanto foi... e ainda me resta alguma inocência...), adolescência, que adorei!!! E me recordo de tudo..., Maturidade, que ainda está sendo e gozo cada bocadinho... e finalmente a caminho da velhice.... Mas esta! Está longe meu amigo! Velhos são os trapos. ´
E eu não vou envelhecer nunca!! Só por fora... Claro!! Pensa o que? Que devia fazer uma plástica? Nann... Minha
plástica faço todos o dias... Sorrindo... Sorrindo... Sorrindo... Sorrindo...

sábado, 8 de setembro de 2007

Luta Inglória

Por vezes, corre-me uma veia poética, e meio cambaleante escrevo... e com coragem, divulgo...

Luta Inglória
Joice Worm (02.Abril.2007)

A mão de ferro que esmaga,
Está sempre preparada
Para exercer a sua força
Contra o seu objecto de opressão...

Esta mesma mão de ferro
É aquela que outrora
Afagou, mimou e persuadiu
Convencendo o seu objecto com ilusão.

Levanta-te guerreiro!
Naõ se deixe abater
Já foste iludido,
Já foste enganado,
Agora resta-te a alma,
Resta-te a sua força interior.

Pega na mão de ferro,
Queima-lhe no mais alto grau de temperatura,
Derrete-lhe até formar uma espada,
E luta contra seu inimigo
Com a mesma arma que
Ele investiu contra ti.

Também aplique a receita
ao amor...e quando a mão de ferro
Vier em forma de carinho...

Devolva-se dissovido totalmente...
E desfrute...
O melhor desta luta!!

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Manuel não ouve Eugénia (5)

Manuel não percebe o que Eugénia pretende fazer da sua vida e ela não consegue fazer com que ele compreenda.
Existe no Manuel uma força vital que lhe indica o caminho da masculinidade, da força, do sentido de protecção e de uma suposta sabedoria que só ele sente.
Eugénia tenta todos os dias fazê-lo ver a necessidade que há dele escutá-la, mas ele parece não querer ouvir.
Ela chora, quase todos os dias e ele continua a não sentir a sua dor. Deixa que utilize o seu corpo para saciar os prazeres latente do seu membro viril e ela aproveita o momento sem deixar que nenhum pensamento possa interferir.
No final, Manuel diz sempre umas palavras de carinho e continua a beijá-la no ombro e a acariciar seus longos cabelos, mas não a quer ouvir falar... e ela se cala...
Eugénia pensa...
"Amanhã Manuel, temos que ter uma longa conversa... Acabou aqui a sua indiferença ou a falta de coragem de me ver mulher, empreededora, sábia e lutadora... Acabou aqui o meu caminho de dependência...
Não vou dizer que quero partir, porque não posso fazer isto contigo, mas vou em frente, "com" ou "sem" você Manuel"...
Subia as escadas, foi até ao sotão e tirou de lá uma caixa que o Manuel nunca tinha visto antes...

Y en español...

Manuel no oye Eugénia (5)

Manuel no entiende lo que Eugénia pretende hacer de su vida y ella no consigue hacer que él comprenda.
Existe en Manuel una fuerza vital que le indica el camino de la masculinidad, de la fuerza, de lo sentido de proteción y de una supuesta sabedoría que solamente él siente.
Eugénia intenta todos los dias hacerle ver la necesidad que hay de que él la escuche, pero él parece no querer oir.
Ella llora, casi todos los dias y él sigue sin sentir su dolor. Deja que utilice su cuerpo para saciar los placeres latientes de su miembro viril y ella aprovecha el momento sin dejar que ningún pensamiento pueda interferir.
En el final, Manuel dije siempre unas palabras cariñosas y continúa besandolá en su hombro y acariciandole sus largos cabellos, pero no la quiere oír hablar... y ella se calla...
Eugénia piensa...
“Mañana Manuel, tenemos que tener una larga conversación... Acabó aquí su indiferencia o la falta de corage de mirarme como una mujer, emprendedora, sábia y luchadora... Acabó aquí mi camino de dependencia...
No voy a decir que quiero partir porque no puedo hacer esto contigo, pero voy adelante “con” o “sin” usted Manuel”...
Subió las escaleras, fue hasta el trastero y cogio de allí una caja que Manuel nunca habia visto antes...

sábado, 1 de setembro de 2007

Eugénia e o Bolo (4)

Manuel levantou-se, deu um beijo a Eugénia e foi trabalhar.

Eugénia, espreguiçou-se e colocou a mão no rosto no lugar onde Manuel beijou e sonhou com seus abraços... Agarrou os dois travesseiros e adormeceu mais um pouquinho... Mais tarde, abriu os olhos, olhou atrávés da janela e viu que o sol já ia muito alto. Fazia calor, mas Eugénia não sentia nada pela natureza naquele dia. Olhou o céu, sem nuvens com um total de azul claro que até lhe parecia sem graça. Nem um pássaro ousou cortar este tédio da paisagem. Levantou-se e viu que as árvores tinham as folhas completamente paradas... nem uma brisa passava. Notava-se que seria um dia de intenso calor... Mas Eugénia permanecia fria e ainda tinha cobertores por cima do seu corpo.

Continuou a olhar fixamente para o céu e lembrou-se de ver a sua mãe um dia encostada à janela a chorar... Eugénia perguntou a ela, naquele dia, o que se passava... E a resposta, foi exactamente pelo mesmo motivo que ela estava passando vinte e seis anos depois... problemas financeiros sem respostas. Na época não lhe pode ajudar e de qualquer forma as coisas se resolveram.

Eugénia bateu os olhos e respirou fundo. Tirou da lembrança do passado o alento de que, tudo se resolve, mesmo que não saibamos como!

Levantou-se e resolveu ir comprar o pão. Saiu de casa e lentamente percorreu as avenidas do lugar. Entrou na padaria e além do pão, comprou um bolo. Sentia-se carente e precisava de alguma coisa doce para comer.

Quando chegou em casa, perguntou a Manuel se ele queria, mas ele não tinha vontade alguma de comer o bolo... Eugénia não se importou. Colocou o bolo no prato e com um garfo na mão foi se sentar na mesa da sala.

Ficou alguns minutos a olhar o bolo e não sabe porque, também não apetecia comé-lo... apetecia esmagá-lo!!

E esmagou... e espalhou o bolo na mesa e chorou...

De repente, sentiu-se melhor e começou a comer o bolo que transformado em pequenas migalhas parecia que lhe devolvia a doçura à vida, mesmo destroçado.
Eugénia imaginou que era assim que a VIDA devia sentir em relação a nós.
Destruímo-la por um momento e no outro ela nos acolhe da mesma maneira que a deixamos... aos pedaços!

Amanhã já não haverá migalhas na mesa. Eugénia decidiu reunir tudo o que havia destroçado.

Manuel apareceu com duas chávenas de café e disse-lhe que naquela manhã ela estava muito bonita...

Eugénia deixou o seu coração disparar e já não se sentia tão fria.

Y para mis amigos españoles... más uno intento!! (Si tubiera mal escrito, por favor hablan para mí en joicepaulo@gmail.com) Gracias...

Eugénia y el Bollo (4)

Manuel levantóse, deo un beso en Eugénia y fue trabajar.
Eugénia desperezóse, puso su mano en la plaza donde Manuel la había besado y sueñó con sus brazos... Cogió a las dos almohadas y adormeceó un poquito más... Más tarde, abrió los ojos, miró a través de la ventana y vio que el sol ya se iba muy alto. Hacia calor, pero Eugénia no sentia nada por la naturaleza en ese día. Miró el cielo sien nube con una totalidade de azul claro que hasta parecia sin gracia. Ni un pájaro arriscóse cortar ese tedio de la paisaje. Levantóse y vio que los árboles teniam las hojas completamente paradas... ni una brisa pasaba. Notabáse que seria un día de intenso calor... Pero Eugénia permanecia fria y aún tenia manta por encima de su cuerpo.
Continuó a mirar de hito para el cielo y recordóse de ver su madre un día apoyada a la ventana a llorar... Eugénia preguntó a ella, entonces, lo que pasaba... Y la respuesta fue la misma del mismo motivo que ella estaba pasando hacia viente e seis años después... problemas financieros sin respuestas. En la época no le podría ayudar y de cualquier manera las cosas se resolveran.
Eugénia bateo los ojos y respiró fondo. Tiró de la recordación del pasado el aliento de que, tudo se resolve, mismo que no supiésemos como!
Levantóse y resolveo ir comprar pan. Saio de su casa y despacio andó con su coche por las calles del lugar. Entró en la panaderia y allá del pan, compró un bollo. Sentiase carente e necesitaba alguna cosa dulce para comer.
Cuando llegó en casa, preguntó a Manuel se él queria un poco, pero él no tenia voluntad alguna de comer el bollo... Eugénia no se ha incomodado. Colocó el bollo en uno plato y con uno tenedor en la mano fue sentarse a la mesa de la sala.
Quedó algunos minutos mirando el bollo y no se sabe porque, también no tenia voluntad de comélo... Queria aplastálo!!...
Y aplastó... esparció el bollo en la mesa y lloró...
De repente, sentiose mejor y comenzó a comer el bollo que cambiado en migaja parecia que le devolvia la dozura a la vida, mismo destrozado.
Eugénia imaginó que era así que la VIDA debia sentir en relación a nosotros.
Destruymola por uno momento y en otro ella coge a nosotros de la misma manera que la dejamos... a los pedazos!
Mañana ya no hay migaja en la mesa. Eugénia decidió unir todo lo que habia destrozado.
Manuel apareceo con dos vasos de café y dije que naquela mañana ella estava muy bonita...Eugénia dejó su corazón disparar y ya no se sentia tan fria.