sábado, 11 de agosto de 2007

Espreitando

Da minha janela apreciava-a escrevendo em seu caderno de memórias, penso eu. E ainda mais apreciei-a quando fez uma pausa aos seus estudos ou suas recordações e saiu para ir buscar um gelado à cozinha. Trouxe de lá uma pequena caixa que me pareceu não haver muito, pois como havia uma camada agarrada na tampa da caixa, vi quando levou a mesma à boca e passou a língua, tão grande e tão doce, que de tanto olhar, até vi as cores que lhe pintavam os lábios de branco e vermelho. Será que o sabor que ela sentia era de natas e amoras? Decerto que sim. E como tive vontade de experimentar aquele gelado... Estou cheio de sede, fome e calor... Quem me dera que ela tivesse deixado um pouco para mim!

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