sábado, 23 de agosto de 2008

De onde viemos? Quem somos? Para onde vamos?

Esta pergunta foi pertinente ao pintor Francês Paul Gauguin. Seu quadro com o mesmo nome do título deste post, retrata sua idéia da evolução humana. Começa com uma criança em um canto (em amarelo, mas na penumbra), um adulto ao meio em contacto com o conhecimento (em amarelo iluminado)e no outro canto uma idosa (amarela, mas completamente na sombra de uma árvore), por trás, a natureza...

E a pergunta que intitulou o quadro continua sem resposta até hoje... De onde viemos? (Pensando de uma forma transcendental, ainda não temos certeza das respostas), Quem somos? (Ainda podemos arriscar alguma contestação) e Para onde vamos? (Voltamos ao ponto de partida... Ao mesmo lugar de Onde viemos).

Catedráticos e amadores da filosofia gostariam de poder responder a esta pergunta tendo certeza que seria a resposta certa, mas duvido que mesmo após uma resposta aceitável, a mesma seja definitiva.

Já ouvi uma resposta na minha cabeça...

Viemos do nada. Não somos nada. Não vamos a lugar nenhum.

E também,

Viemos do etéreo. Somos energia. Voltamos ao etéreo.

Em resumo, de onde viemos e para onde iremos, pode-se falar de um mesmo lugar. E o que somos, será uma questão de escolha: TUDO ou NADA

Em todo o mundo se pergunta a mesma coisa, o que nos convence de que apesar das diferenças, somos todos iguais:

Francês : D'où venons nous? Que sommes-nous? Où allons-nous? (título original da obra de Gauguin)
Alemão:
Woher kommen wir? Wer sind wir? Wohin gehen wir?
Inglês:
Where Do We Come From? What Are We? Where Are We Going?
Espanhol:
¿De dónde venimos? ¿Qué somos? ¿A dónde vamos?
Català: D'on venim? Què som? Cap on anem?

Suomi: Mistä tulemme? Keitä olemme? Minne menemme?
Íslenska:
Hvaðan komum við? Hver erum við? Hvert förum við?
Italiano:
Da dove veniamo? Chi siamo? Dove andiamo?
Russo:
Откуда мы пришли? Кто мы? Куда мы идём?

...

(Joice Worm)

10 comentários:

Monique Frebell disse...

Cada um responde por si, eu respondo por mim, respondo convicta naquilo que creio e escolhi.

Sim, é uma questão de escolha, somente as duas últimas perguntas. Eu decido ser quem sou e para onde vou. É o livre arbítrio.

Vim do coração de Deus.
Sou menina dos olhos de Deus.
Vou para a glória eterna, morada de Deus.

Convicta!
Bjos!

Fernanda disse...

Eu acredito no tua segunda resposta, Joice; nunca, mas nunca acreditei que fossemos somente "nada". É, eu acredito mesmo no "tudo".
Beijos

Madalena Barranco disse...

Querida Joice,

Ah, mas que questãozinha difícil!! Apenas tenho certeza de uma coisa: viemos sim de algum lugar e com certeza não foi do nada. Deve ter sido de um lugar muito bonito.

Beijos e obrigada pela reflexão ao melhor estilo Joice.
Madá
P.S.: obrigada pela sua visita ao meu blog e por favor, não escorregue no gelo - rsrsrsr.

xistosa - (josé torres) disse...

Já fui nada! (talvez)
Sou tudo o que desejo e anseio, nem outra coisa podia admitir.
A vida é minha e tenho-a gozado.
Bem ou mal, depende do ponto de vista de cada um.
Tenho-a vivido intensamente.
Também não deixo que ninguém se interponha.
Eu é que impus a minha lei da vida a mim mesmo.
Depois ... finda tudo.
Fecho as portas da vida, que construí e parto ...

Voltei de férias.
Vou aparecendo, pois não estou sujeito a leis castrantes.
É por isso que levo a vida a dois e é mesmo sempre a dois.
Há 35 anos!

Uma boa semana.

CarLitos disse...

Ola amiga. Antes demais tenho saudades suas e deixo-lhe aqui um beijinho terno e um pedi de desculpa pelo desaparecimento =) (mas estive de férias :D)
.
Em relaçao ao teu post tenho q dizer isto: eu sou eu, sei o que sou e só eu sei para onde vou (tal como eu outras pessoas também saberão). Nestes assuntos nao há generalizaçoes =)

um beijinho :D

(novidades no meu blog)

Anónimo disse...

Concordo com Monique Frebell.
Sei de onde vim. Também sei por que aqui estou. Mas, não sei para onde vou. Vai depender do resultado contábil das minhas ações nesta vida.
Um beijo no seu coração
Walter

Lu Cavichioli disse...

Passei pra te desejar uma linda semana.
bjão

la chica maravilla disse...

Català:
D'on venim? Què som? Cap on anem?

:P

prefiero pensar que venimos del todo, que somos todo y que volveremos a ese todo. Es más esperanzador, ¿no crees?
Besitos con todo!
Caro

Anónimo disse...

oiiiii
como filósofa, eu tenho algumas respostas tambem.

sobre de onde viemos, eu diria que foi do pó de estrelas, daquelas depois da esplosão intitulada Big Bang.

sobre o que sou, posso dizer que tenho um corpo e uma alma, que embora diferentes se completam e necessitam um ao outro. o corpo eu diria que surgiu dos meus pais, a alma eu diria que é uma inconstante, sem um nucleo, pois o eu de amanhã pensará diferente do eu de ontem, assim como eu hoje sou doferente do eu de quando era bebê.

para onde vou.. tenho de me isolar tambem. o corpo, aos poucos ficará fraco e se seguir o ritmo natural algum dia simplesmente parará de funcionar e virarei pó. mas e a alma? embora nao possa falar pelos labios ja sem vida, será que tambem morrerá?? um evangelico diria que a alma iria para o céu, mas como atéia, acredito que ela sobreviva na mente dos que foram tocados em vida por mim, por minhas ações.

pois ainda que não saiba de onde vim, ou para onde vou, embora sequer saiba quem ou o quê sou, eu sei que existo e por si só isso é suficiente para aproveitar a minha vida o máximo possível.

CARPE DIEM - aproveite o dia

-Sakura Follen
ps. gostei do seu blog e, caso apareça outra questão filosófica, nao sepreocupe que voltarei a dar notícias.

Luana disse...

Realmente, estas são as questões fundamentais da existência humana. Gauguin respondeu estas indagações (motivadas especialmente pela morte de sua filha) com uma obra simbólica, primitiva e eterna. A arte como um reflexo de sua própria humanidade... Parabéns pelo texto.